Histórico

O Curso de Danças Clássicas do Teatro Guaíra foi criado em 1956 com o objetivo de preparar bailarinos com nível técnico e artístico capaz de formar um Corpo de Baile para o próprio Teatro Guaíra. Para organizar e coordenar este trabalho foi nomeada a professora Tereza Padron.

Em 1957 iniciaram-se as atividades de estruturação do curso sob a coordenação do professor Aroldo Moraes que permaneceu nesta função até 1966. Em 1968 assume a coordenação a professora Lorna Kay que contrata a professora Yara de Cunto, formada pela Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Yara de Cunto estabeleceu um programa de sete anos de duração para o Curso e contribuiu para a criação do Corpo de Baile do Teatro Guaíra (atual Balé Guaíra), dirigindo os primeiros passos da Companhia.

O Curso de Dança então foi incrementado com a criação de doze níveis, incluindo aulas de História da Dança e História da Música, ministrada pelas professoras Liane Essenfelder e Loraci Setragni. Ao final de cada ano o resultado dos trabalhos eram apresentados em espetáculos, que eram realizados ao final de cada ano, no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha).

Em 1973, sob a coordenação de Auci Guarnieri e orientação de Yurek Shabelewski as aulas passam a ser diárias. Em 1975, os alunos participam da primeira montagem do 2º ato de “O Lago dos Cisnes” junto com o Corpo de Baile do Teatro Guaíra, com coreografia de Emma Sintani.

Em 1974 é inaugurado o auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão) com participação das alunas adiantadas junto ao Corpo de Baile.

A professora Liane Essenfelder Frank em 1976 assume a coordenação do Curso e este passa a ter oito anos de duração. Neste mesmo ano a supervisora Ceci Chaves fez uma revisão no programa de aulas, formalizando conteúdo programático com o objetivo de aprimorar e unificar o trabalho desenvolvido pelos professores, instituindo critérios de avaliações mensais e semestrais.

Em 1977 os alunos do Curso excursionam pelo Brasil com o Corpo de Baile do Teatro Guaíra, na montagem Giselle , direção de Hugo Delavalle.

Em 1980, a coordenadora Liane Essenfelder reestrutura o corpo docente e inclui aulas de Dança Moderna na grade curricular, visando a futura regulamentação do curso. No mesmo ano, alunos participam das montagens de Petruchka e do Quebra-Nozes, ambas de Carlos Trincheiras, com o Balé Guaíra e em 1981 da montagem da ópera madame Butterfly.

No mesmo ano o Teatro Guaíra lança um projeto de extensão da Escola levando ao interior do estado na cidade de Londrina, um de seus professores para difundir o ensino da dança sob a supervisão técnica do Curso de Danças Clássicas.

No ano de 1983 a professora Carla Reinecke assume a coordenação da escola, é criado o Projeto Pré-Profissional com a finalidade de divulgar a dança no Paraná e no Brasil, possibilitando aos alunos do curso maior experiência profissional. O projeto foi implantado e dirigido por Carla Reinecke. A partir daí o Projeto passou a participar de Mostras, Festivais e a circular com espetáculos pelo Paraná e estados vizinhos.
Em 1984 inicia a primeira turma de iniciação com crianças de sete anos de idade.

Tony Abott em 1985, assume a coordenação do curso interinamente,substituindo a professora Carla Reinecke, que fazia especialização nos EUA. Carla retornou no ano seguinte reassumindo a coordenação.
Em 1988 o Curso é transferido do prédio do Teatro Guaíra para as instalações alugadas no bairro Tarumã. Nesse período é realizada a montagem de “Paquita” com participação em vários festivais, que resultou na conquista de um grande número de premiações. Em consequência do bom desempenho, o Projeto Pré - Profissional é indicado pelo Concurso Internacional do Rio de Janeiro para participar do Festival de Dança de Trujillo, no Peru.

Em 1990, Débora Arzua Tadra, supervisora técnica, concretiza a regulamentação dos três últimos anos do Curso como Profissionalizante de 2º grau na Habilitação de Bailarino para Corpo de Baile. Nasce então a Escola de Danças Clássicas, que além das Técnicas da Dança Clássica e Moderna, oferece aulas de Evolução da Dança, Terminologia, Música, Anatomia, Folclore, Repertório e Técnica Teatral, fazendo valer Estágio Supervisionado, a prática junto ao Projeto Pré -Profissional.

Com coreografia e direção de Carla Reinecke e o apoio dos professores em 1991 é montado o bailado, “Sonho de uma Noite de Verão”, baseado na obra de Shakespeare, reunindo todos os 400 alunos da Escola. Neste mesmo ano o Projeto Pré -Profissional participa do "IX Festival de Dança de Joinville" e recebe a nota mais alta, conquistando o Troféu Transitório, com a coreografia “Dançata”, de Carla Reinecke.

Em 1994, a professora Débora Arzua Tadra assume a coordenação da Escola. Nesse ano é criado o Grupo Juvenil com o objetivo de dar maior experiência aos alunos do 1º ao 5º ano. Em novembro do mesmo ano é apresentado o espetáculo: "Memórias de um Palco," em comemoração aos 20 anos do auditório Bento Munhoz da Rocha Netto, com a inclusão do 2º ato de "O Lago dos Cisnes". São implantados os projetos: Improvisando Eu Crio, Dança Escola e a Associação de Pais e Mestres da Escola de Dança Teatro Guaíra. Neste mesmo ano assume a supervisão técnica pedagógica a professora Sylvia Massuchin que passa a organizar junto ao corpo docente o estudo da revisão, desenvolvimento e atualização do programa. Também são implantados mais dois níveis ao projeto Pré-Ballet passando a atender crianças a partir de cinco anos de idade.

A partir de 1995 com a montagem do espetáculo "Dançando Nossa História", em comemoração aos 500 anos Brasil, passam a ser realizadas apresentações especiais direcionadas aos alunos das escolas municipais e estaduais, nos seus horários de aula, atendendo e levando para o teatro milhares de crianças e adolescentes em inúmeras apresentações, cujo objetivo foi despertar o interesse pela arte e cultura nos estudantes, principalmente de escolas públicas.

Em 1997, o Projeto Dança Masculina é lançado. São oferecidas aulas avulsas de dança clássica para praticantes e profissionais desta área. A partir deste ano são feitos estudos pelos pianistas Eliane Hess, Ilona Miguel e Líris Letzke e é implantado gradativamente aulas de musicalização para o curso livre.

A Escola muda-se para a sede situada no Jardim Botânico, no inicio do ano 2000.

Em 2001 sob a coordenação da professora Priscila Codagnone Ferreira é lançado um CD com a trilha sonora do espetáculo “Canto Canto deste Canto”, viabilizado pela iniciativa de parceria com patrocinadores. Neste mesmo ano a Profª e Supervisora Sylvia Massuchin elabora o 1º projeto político pedagógico da EDTG e o “Projeto Improvisando Eu Crio” é levado ao palco do Teatro Guaira, com produção coreográfica dos alunos dirigida por professores da EDTG, que até então vinha sendo apresentado em espaços alternativos

No ano de 2003, a professora Rosane Gonçalves de Almeida Torres assume a coordenação criando equipes de trabalho para o desenvolvimento das áreas de planejamento, de produção e pedagógica, inclusive implantando o aumento de carga horária de dança contemporânea e reativando o projeto de dança masculina. Neste mesmo ano alunos da escola são levados a Nova York e são contemplados com bolsas de estudo no 5th Youth American Grand Prix.

Em 2004 a escola passa a apresentar ao público em auditório do CCTG as peças teatrais desenvolvidas na disciplina de interpretação cênica pelo prof. George Sada.

Sob a coordenação da professora Jocy Beckert Santos, em 2005, é encenado o espetáculo “A Gralha Azul do Paraná”, viabilizado através da parceria entre as escolas de arte do Estado, reunindo pela primeira vez os alunos da EDTG e a orquestra de alunos da EMBAP. A partir deste ano é criado espetáculo específico para o curso de iniciação a dança, voltado ao desenvolvimento artístico e pedagógico desta faixa etária.

Na metade do ano de 2015, a sede da escola volta a funcionar nas dependências do Teatro Guaíra, onde começa uma série de reformas para adequação de espaços.

No ano de 2016 é elaborado um programa de atividades que acontecerão durante o ano como marco em comemoração aos 60 anos de criação da escola.

Em 2006 a escola comemora 50 anos,com o espetáculo “Fatos e Fotos” e em 2007 lança o seu livro comemorativo ao Jubileu de Ouro, “ Escola de Dança do Teatro Guaíra 50 anos de Arte e Cidadania”.
Em 2011 assume a coordenação a Professora Sylvia Massuchin implantando oficinas de Interpretação Cênica aos níveis de intermediários e adiantado I e nova proposta para a musicalização, passando a funcionar por níveis de conhecimento musical.

Em 2012 é estudada e elaborada nova proposta curricular para a EDTG pelas professoras Debora Tadra, Sabrina Ortolan e Sylvia Massuchin em conjunto com o corpo docente, e implantada em 2013. Com esta nova proposta de funcionamento de cursos a escola manteve sua característica principal de excelência na sua atuação no cenário da dança, promovendo as mudanças sempre que necessárias para o acompanhamento do processo de evolução do pensamento na contemporaneidade.

A EDTG passa a ofertar três cursos com características e funções distintas: Curso Livre, Curso de Formação do Artista Bailarino, Curso Técnico em Dança e seus conteúdos são reorganizados pelo corpo docente com a supervisão pedagógica de Debora de Lara.

Em 2013, comemorando 30 anos do Projeto Pré-Profissional, este grupo é unido ao Grupo Juvenil que forma a Companhia Jovem Teatro Guaíra.

A Biblioteca e o Guarda Roupa passam por uma reestruturação e a escola recebe como doação os figurinos do “Quebra Nozes” do acervo do Balé Guaíra, desenhados pelo figurinista Paulinho Maia.
Em 2014 entra no ar o primeiro site da escola e implantado o SIGES (Sistema de Gerenciamento de Ensino) trazendo maior agilidade nas informações e no processo de registros pedagógicos e a implantação do Sistema de Acervo, para registro de biblioteca e figurinos da Escola.

A Escola volta a funcionar dentro das instalações do Centro Cultural Teatro Guaíra em meados de 2015.

Em 2016 comemora 60 anos de criação e são elaboradas atividades pedagógicas e artísticas para abrilhantar a passagem da data com um vídeo institucional , a exposição dos 60 anos e a semana cultural. Também participou do Projeto Guaíra para Todos com circulação por municípios do Estado e da Passagem da Tocha Olímpica. Este ano comemorativo é encerrado com a produção do espetáculo “A Bela e a Fera”, com trilha musical especialmente composta e somando um público de aproximadamente 40 mil pessoas em todas as atividades propostas para o ano.
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